Dona Celeste Aída / Dennis D.
Dona Celeste Aída Lombroso Carmo, mas que mulher extraordinária! Aquela cabeleira fulva, leonina e medusóide, todos aqueles ossos pontudos, quase a perfurar a pele avermelhada, os dentes foscos e enormes como os de uma égua... E as mãos? Mãos de mulher-gorila, que podiam esmagar o crânio de um homem. Terrível, terrível criatura. Diziam que, nos dias de calor, ela cheirava a anchovas; no inverno, cheirava a picadeiro de circo. Certa noite, após receber misteriosa ligação telefônica, num sobre-humano acesso de fúria, Dona Celeste Aída apanhou um serrote enferrujado e serrou o próprio pescoço. Decapitou-se. A cabeça foi ao chão com um estrondo, e o corpo – vulcão de sangue – tombou sessenta segundos depois. Uma das mãos ainda firmemente agarrada ao serrote. Que mulher extraordinária!
Deus salve a Rainha de Copas! Salve! Salve! Salve!
Escrito por Dennis D. : 22h29

[ ]
... (O Sistema de Comentários está ativo, embora o número permaneça invisível - sabe-se lá o motivo - mas clicando dentro das chaves é possível ter acesso à janela, ler e enviar)/ (Deseja enviar um email? Clique Aqui!)
|