Essencialidade / Dennis D.
Aquela mulher disse que o amava — que o amava muito — e beijou cada um dos dedos das mãos dele, como se estivesse a beijar os dedos do Cristo. Ele sorriu, agradeceu e disse a ela: “Até amanhã, durma bem, tranque a porta.”
Ele não precisava do amor de ninguém, mas isso não era coisa que pudesse ser dita; era segredo que levaria para o túmulo.
Avistou sua casa: sobrado estreito; uma porta; duas pequenas janelas; beirais tombados como as pálpebras de um morto. Casa querida. Dentro dela, ele sempre encontrava as três coisas essenciais a todo artista: água, pão e solidão.
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Minha composição 'Solitude':
Escrito por Dennis D. : 01h09

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