Peleas / Dennis D.
Manolo, enfie o seu orgulho no saco, junto com a viola que já está lá, e trate de fazer as pazes com sua mulherzinha encantadora e rebelde. Você anda um porre de Rum Montilla, desde que começou toda essa tensão pré-divórcio. Pense no custo da separação, Manolito. Pense nos seus dinheirinhos verdes dizendo adeus lá na primeira curva de 2010, pense na casa de Campos de Jordão, pense no casal de africanozinhos que vocês sempre quiseram adotar. Vamos, Manolo, deixe de ser teimoso e ligue para sua mulher! Além do mais, meu caro peso cármico, você não tem prova alguma da suposta traição. A tal cueca Dolce & Gabanna que você achou na gaveta dela pode mesmo ter sido um erro estúpido da lavanderia. Deixe de ser tão severo nos julgamentos, homem! Preste muita atenção na letra desta canção e tome juízo, Manolito! e... Minha composição Fantasy For Brass Orchestra que é um mais estudo do estilo orquestral dos anos 1940.
Escrito por Dennis D. : 21h32

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Um artista nunca é pobre / Dennis D.
Sim, Manolo, eu conheço Babette. Não, Manolo, nunca em minha vida eu coloquei os pés no famoso Le Café Anglais. Decepcione-se, pois. Sim, Manolo, eu concordo com a magnífica frase après la fête de Babette “um artista nunca é pobre”. Não, Manolo, não desejo conhecer os seus novos amigos blogueiros, porque fetichistas culturais me entediam ao ponto de eu começar a desenvolver ideias autodestrutivas. Sim, Manolo, eu continuo recebendo e-mails daqueles meus amigos músicos, o Jesse, o David, o Philippe, o Jojo, o Claude, o Christofe, o Laurent, o Patrick... Não, Manolo, eles não me enchem o saco, não me exasperam, não me perturbam. Sim, Manolo, eu soube que sua mulher foi ao Malawi comprar algo secreto e ilegal. Ela enviou-me um cartão postal físico, em papel com cheiro de cabrito assado e coberto de marcas de gordura, o qual eu manuseei usando dois pegadores de gelo. Muito gentil a sua esposa. Não, Manolito, não acho que o divórcio vá resolver mais da metade de seus problemas. Talvez uns 25%, não mais. Sim, Manolo, meu telefone aqui de casa anda fora do gancho, é verdade. Preciso descansar, estudar, ler, escrever, fazer coisas que não faria se estivesse pendurado ao telefone. Não, Manolo, não quero mesmo ganhar os seus devedês com as palestras do Olavão. Prefiro ajoelhar em tachinhas, enquanto chupo balas de ginkgo biloba. Lula? Não me fale em Lula, Manolo. Qualquer dias desses, Lula ainda vai conseguir a proeza de se enforcar com a própria língua. Não, Manolo, eu não como carne na Sexta-feira Santa. Minha mãe dizia que não custa cumprir a tradição. Comerei os enormes camarões do Rufino’s, se quer mesmo saber. Não babe no queixo. Use alguns de seus muitos dinheirinhos e vá ao Rufino’s também, Manolito. Sim, Manolo, também acho que os seus e-mails andam um pouco longos e confusos. À bientôt!
# (gente que não entende nada de Web teima em fazer links diretos de minhas músicas. São uns chatos que me obrigam a mudar códigos, bah!) 
Cartaz internacional do filme Pitiless (Motivo Fútil e Torpe), baseado em um dos meus contos.
Escrito por Dennis D. : 01h06

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